ETIQUETA ENERGÉTICA
ETIQUETA ENERGÉTICA - Para uma compra inteligente!
A etiqueta energética consiste num rótulo informativo sobre a eficiência energética e outras características dos equipamentos domésticos. A existência deste rótulo permite ao cidadão dispor de informação adicional acerca dos custos de funcionamento e dispor de mais um factor de escolha na altura de aquisição do equipamento. Fique a saber como deve proceder.
1º Passo
– Conheça o significado da etiqueta energética
A etiqueta energética pode ser encontrada no exterior da maior parte dos electrodomésticos, incluindo frigoríficos, congeladores, máquinas de lavar roupa e loiça, fornos eléctricos e até nas lâmpadas. Além de indicar dados de consumo, como a electricidade, a água ou o ruído, a etiqueta classifica os equipamentos conforme o seu nível de eficiência, desde a letra A (o mais
eficiente) até ao G (o menos eficiente).
Muito embora esta classificação se aplique à maioria dos aparelhos, existem equipamentos para os quais apenas é permitida a comercialização das classes A a C (caso de alguns frigoríficos) e existe ainda uma classificação especial para frigoríficos de eficiência superior (Classe A+).
2º Passo
– Faça uma compra inteligente
Se está a pensar adquirir novos equipamentos, seja um consumidor consciente e exigente:
Dê especial atenção às etiquetas de eficiência energética;
Escolha o equipamento de dimensão adequada às suas necessidades;
Opte por electrodomésticos que não usem CFC’s, prejudiciais à camada de ozono.
3º Passo
– Faça uma utilização correcta dos equipamentos
Fique a conhecer algumas práticas que poderão ajudá-lo a reduzir o consumo de energia nos
electrodomésticos:
Frigoríficos
Pense no que vai buscar antes de abrir o frigorífico;
Evite deixar a porta aberta durante mais tempo que o necessário;
Não encha demasiado o frigorífico;
Nunca guarde alimentos quentes no frigorífico;
Regule a temperatura de acordo com a utilização que o aparelho terá;
Não deixe acumular gelo nas paredes do congelador.
Máquinas
Se possível, utilize as máquinas apenas quando estiverem cheias;
Se não for possível encher as máquinas, utilize o programa de ½ carga;
Escolha o tipo de programa mais adequado a cada lavagem.
Veja o que pode ganhar!
A família standard dispõe de equipamentos de Classe C, D e G enquanto que todos os
equipamentos da família eco são de Classe A. Compare os consumos de energia e de água:
ILUMINAÇÃO
ILUMINAÇÃO - Quer uma ideia brilhante?
Nas casas portuguesas os custos de iluminação representam cerca de 15% da factura de electricidade. Na maior parte dos casos, uma parte considerável dos custos podem ser evitados. Fique a saber como fazer para reduzir a sua factura de electricidade.
1º Passo
– Utilize, sempre que possível, luz natural.
Sempre que as características das instalações o permitam, opte por aproveitar a luz natural proveniente do sol. Esta luz, além de não trazer encargos económicos, cria um ambiente mais salutar, para si e para todos.
2º Passo
– Opte pela melhor tecnologia disponível. Que lâmpada escolher?
Existem quatro tipos principais de lâmpadas para uso doméstico, das quais as mais económicas são sem dúvida as fluorescentes e as fluorescentes compactas. Estas lâmpadas emitem a mesma luz que uma lâmpada incandescente convencional, gastando menos 80% de energia.
Halogéneo – Muito embora a sua utilização esteja a ser generalizada ao nível das novas construções, a eficiência energética e os custos de exploração são desfavoráveis quando comparados com as fluorescentes compactas.
Incandescente normal – A sua utilização deverá restringir-se apenas àqueles casos em que não é possível a substituição por tecnologia fluorescente. Apresenta níveis de eficiência e fiabilidade reduzidos.
Fluorescentes – As fluorescentes tubulares são uma solução recomendada para espaços como cozinhas, corredores, escritórios, aparcamentos e outros locais cuja componente estética não seja fundamental.
Fluorescentes compactas – Apresentando um consumo de energia 80% inferior às lâmpadas tradicionais, são a melhor solução para espaços onde seja necessário iluminação permanente, exterior ou interior, e iluminação de segurança. Ao nível de iluminação de interiores existem já soluções estéticas comparáveis às oferecidas pelas lâmpadas de halogéneo (ao nível dos tectos
falsos) ou pelas incandescentes (ao nível dos candeeiros).
3º Passo
– Desligue a iluminação sempre que não precise.
São inúmeras as ocasiões que por dia nos deparamos com situações onde é possível evitar o desperdício com a iluminação. Tal como no caso da água, em que estamos perfeitamente consciencializados acerca da necessidade de não desperdiçar, independentemente do baixo custo associado, também na energia é fundamental aplicar o mesmo princípio.
Veja o que pode ganhar!
Procedemos a uma comparação entre uma lâmpada incandescente e uma fluorescente compacta capazes de fornecer iguais condições de iluminação. As condições para a comparação foram o funcionamento durante quatro horas por dia, num período de três anos.
Os resultados da comparação podem ser consultados na tabela seguinte.
Incandescente Fluorescente compacta
Potência 100 W 23 W
Preço de compra € 1,50 € 6,00
Tempo de vida 1000 Horas 10000 Horas
Custo das lâmpadas
(com a substituição por avaria) € 10,50 € 6,00
Custo com electricidade
(em 3 anos) € 39,33 € 9,05
Custo total em 3 anos € 49,80 € 15,04
Muito embora a lâmpada incandescente custe cerca de 4 vezes menos do que a fluorescente compacta, verifica-se que na prática existe a necessidade de substituir a incandescente muito mais vezes do que a fluorescente, já que esta apresenta um tempo de vida superior em 10 vezes. Da mesma forma, verifica-se que o custo de funcionamento da incandescente é cerca de quatro vezes superior ao da fluorescente compacta. No total, e ao fim de três anos, o custo com a tecnologia incandescente atinge quase os €50, enquanto que a fluorescente fica-se pelos €15.
Utilizando tecnologias mais eficientes pode usufruir do máximo conforto, poupando energia. Ao poupar energia, estará a reduzir a sua factura energética e a preservar o ambiente.
PORQUÊ POUPAR ENERGIA?
O utilizador doméstico obtém a energia essencialmente de duas formas distintas:
1. Electricidade, que chega a nossas casas maioritariamente através da produção
hídrica e térmica, esta última com recurso à queima de combustíveis fósseis (carvão, gás natural e derivados de petróleo)
2. Utilização directa de combustíveis tais como o butano, o propano, o gás natural ou o gasóleo, que são queimados localmente para a produção de calor (esquentadores, caldeiras, etc.).
A utilização de combustíveis fósseis apresenta dois grandes problemas: os impactos ambientais, provocados pelo aumento da produção de CO2 e de outras fontes de poluição, e a dependência nacional face aos mercados internacionais, originada pela ausência de recursos energéticos fósseis em território português.
Adicionalmente a este cenário energético, constata-se que as famílias pagam cada vez mais pela energia que consomem e que existem elevados níveis de ineficiência e desperdício na utilização de energia. É nesse sentido que a poupança se revela tão importante.
Quais os resultados da poupança energética?
- Redução das contas mensais relacionadas com o consumo de energia;
- Contribuição para a protecção do meio ambiente;
- Promoção de uma maior eficiência na utilização dos recursos;
- Diminuição da dependência energética de Portugal.
